A candidata democrata ao Senado do Alasca, Mary Peltola, registrou altos índices de ausência em seus cargos anteriores. De acordo com registros legislativos, ela faltou a 794 dos 4.265 votos da Câmara Estadual do Alasca entre 1999 e 2009. Além disso, faltou a 22 das 60 reuniões do Conselho Municipal de Bethel entre 2011 e 2013.
A frequência de ausências de Peltola levantou questionamentos sobre seu comprometimento com o serviço público enquanto ela avança na eleição geral de Alasca. Durante sua atuação no Congresso dos Estados Unidos, entre 2022 e 2024, a parlamentar registrou 235 faltas em 1.370 votações de chamada, o que corresponde a 17,2%, segundo dados do GovTrack.
Críticos conservadores apontaram que, no Congresso, ela não teve projetos de lei ou resoluções patrocinadas por ela que se tornassem lei, em comparação com o senador Dan Sullivan, que teve várias leis sancionadas. Um porta-voz do Comitê Republicano Senatorial Nacional declarou que ela “não conseguiu aprovar sequer um projeto de lei”.
Em defesa, porta-voz da campanha de Peltola explicou que a parlamentar, mãe de sete filhos, tirou licença-maternidade após o nascimento de três crianças enquanto estava na Câmara Estadual. A campanha afirmou que, excluindo faltas justificadas, ela esteve ausente de apenas cerca de 6% dos votos e trabalhou em medidas bipartidárias.
A candidata anunciou sua disputa pelo Senado em janeiro para suceder o senador Dan Sullivan, republicano, que também avançou para a eleição geral em novembro. O sistema eleitoral de Alasca utiliza uma primária não partidária com quatro candidatos, seguida por voto ranqueado na eleição geral.

