O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que o partido comunicou o gabinete do senador Flávio Bolsonaro sobre uma filiação indevida. A mudança, registrada no sistema da Justiça Eleitoral, impediu o registro da candidatura do senador no dia 13 de agosto.
Santos classificou o ocorrido como “estranho” e “bizarro”. Ele explicou que o sistema do partido detectou que alguém se passou por Flávio Bolsonaro para realizar o cadastro, e essa tentativa foi enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) disse que o gabinete do senador recebeu a notificação, mas não tomou providências para corrigir a situação.
O Missão também divulgou um relatório técnico sobre a filiação. O documento indicou que a divergência de CPF no formulário era indício de uso indevido do nome. O partido solicitou a exclusão do registro no sistema Filia, mas o sistema recusou o pedido com uma mensagem de erro.
A Justiça Eleitoral informa que os partidos inserem os dados no sistema Filia e que a certidão possui apenas presunção relativa de veracidade. O prazo final para o registro dos candidatos se encerra às dezenove horas do próximo sábado, dia 15. A campanha do senador trabalha para resolver o impasse até a data-limite.


