Os candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul apresentaram declarações de bens à Justiça Eleitoral que revelam grande disparidade financeira. Os valores informados variam de R$ 0 a R$ 55,9 milhões, abrangendo imóveis, rebanhos e investimentos.
Reinaldo Azambuja, candidato pelo PL, declarou o maior montante, totalizando cerca de R$ 55,9 milhões. O patrimônio do ex-governador inclui atividades rurais, com R$ 8,5 milhões relacionados ao setor, e um rebanho bovino avaliado em R$ 13,37 milhões em 2026. Azambuja informou também a posse de uma aeronave Piper Aircraft PA-34-220T, avaliada em R$ 1,25 milhão.
Em outra ponta, Daniel Júnior, do AGIR, declarou não possuir bens, mantendo a mesma situação registrada na eleição de 2022. Outros nomes registraram mudanças significativas. Beto do Movimento, do PSOL, declarou R$ 945 mil, um valor 687,5% superior ao informado em 2012. Já Vander Loubet, do PT, informou R$ 4 milhões, com uma redução de aproximadamente 1,2% em relação ao período anterior.
Valter da Comagran, do PRD, concorrerá pela primeira vez e declarou R$ 16,3 milhões. Esse montante inclui R$ 10,5 milhões em participações societárias, como 44% no Grupo Redegran MS. Capitão Contar, do PL, declarou R$ 1,6 milhão, um aumento de 184,8% sobre o valor de R$ 583 mil informado em 2022, impulsionado por veículos.


