A candidatura independente de Ricardo Salles ao Senado por São Paulo causa discórdia na direita paulista. Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, confronta o presidente da Alesp, André do Prado, alegando que este não demonstra apoio bolsonarista. Os dois candidatos ficaram empatados em pesquisa Quaest de intenção de voto.
Durante a convenção estadual de seu partido, no dia vinte, Guilherme Derrite, colega de chapa de André do Prado, afirmou não ver Salles como adversário político. Derrite disse que a união de dois candidatos da direita teria mais chance de ocupar as duas cadeiras no Senado. Em outro momento no mesmo evento, André do Prado expressou desconforto ao ser questionado sobre a situação, dizendo que o adversário Salles deveria lidar com o tema.
O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura de Salles por pendências documentais. O deputado federal respondeu a um vídeo de uma motociata com Jair Bolsonaro em dois mil e vinte e dois, provocando o presidente da Alesp, que ele acusou de não ser tão bolsonarista como aparenta.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo já condenou Ricardo Salles a pagar dez mil reais em multas. A condenação decorreu da publicação no Instagram de um vídeo contra o presidente da Alesp, sob alegação de uso de imagens manipuladas e propaganda eleitoral negativa irregular. O ex-ministro recorreu da decisão, alegando que a publicação apenas expôs a verdade sobre o presidente da Alesp.


