Medicamentos usados para emagrecimento, como semaglutida e liraglutida, causam perda de peso, mas especialistas apontam que parte desse peso pode ser massa magra. Uma revisão de 2026 analisou 15.782 participantes e observou a redução de massa magra nesse processo.
A popularização dos medicamentos que atuam nas vias do GLP-1 levanta discussões sobre a composição corporal durante o emagrecimento. Segundo revisão sistemática e meta-análise publicada em 2026, parte do peso eliminado corresponde à redução de massa magra. Fabio Aquino, profissional de Educação Física e especialista em Fisiologia do Exercício, explica que ao emagrecer rapidamente com medicamentos que reduzem o apetite, há risco de perder músculo e não apenas gordura.
O ortopedista Carlos Cedano afirma que os remédios não destroem diretamente o tecido muscular. A preocupação reside no mecanismo de ação, que diminui o apetite. Essa redução alimentar pode dificultar o alcance da ingestão necessária de proteínas e outros nutrientes. Esse risco não é exclusivo de medicamentos, ocorrendo em dietas muito restritivas também.
A manutenção da qualidade do emagrecimento passa pelo acompanhamento da composição corporal. Rosângela Silva, nutricionista, detalha que uma estratégia nutricional adequada assegura o processo, prevenindo perda de força, fadiga e redução muscular. O exercício de força também é citado como estratégia para preservar a musculatura.
Além da balança, o bem-estar emocional é relevante. Cintia Castro, psicanalista, aponta que o processo de mudança de comportamento pela falta de apetite afeta a saúde mental, exigindo atenção ao aspecto emocional do tratamento.

