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Leitura: Canhão El Cristiano gera debate sobre memória nacional
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Mundo

Canhão El Cristiano gera debate sobre memória nacional

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de agosto de 2026 16:27
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O canhão El Cristiano, trazido ao Brasil após a Guerra do Paraguai, gera debate sobre sua devolução ao Paraguai. A peça, fundida em 1867, simboliza um período conflituoso e toca na questão do que uma nação deve reter de seu passado.

O canhão, com cerca de 12 toneladas, foi criado em 1867 no Paraguai, utilizando bronze de sinos retirados de igrejas locais. A peça foi usada na defesa de Humaitá e chegou ao Brasil como troféu da campanha. Mais de um século e meio depois, o objeto integra o patrimônio histórico brasileiro.

A discussão ultrapassa o valor do bronze. O texto aponta que a guerra envolveu grande sofrimento ao povo paraguaio, mas também mobilizou milhares de brasileiros. Os combatentes morreram em campos de batalha, vítimas de doenças e condições brutais da campanha.

Um argumento defendido é que a amizade entre povos não exige a renúncia de um ao seu próprio registro histórico. Devolver o canhão seria um gesto de amizade, mas a memória nacional também carrega o peso de honrar aqueles que lutaram.

A peça, segundo o autor, serve para lembrar o absurdo do conflito. Museus, nesse sentido, têm a função de preservar a história completa, tanto os mortos quanto os vivos, sem cair em triunfalismos ou ressentimentos.

TAGGED:brasilcanhaoguerra-do-paraguaimemoria-nacionalParaguaipatrimônio histórico
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