Uma nova cartilha sobre o Mercado de Carbono Florestal foi lançada na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará. O guia oferece informações para comunidades procuradas por empresas ou órgãos governamentais interessados em implantar projetos de carbono em seus territórios.
A obra aborda temas como as causas da crise climática, a ligação entre carbono e floresta, e como mensurar e definir o valor dos créditos. O termo crédito de carbono surgiu em mil novecentos e noventa e sete, durante a adoção do Protocolo de Kyoto, guiado pela Organização das Nações Unidas.
Os países desenvolvidos que assinaram o acordo atuam para reduzir a poluição atmosférica. Ao receberem o crédito, podem comercializá-lo a nações ou empresas que não atingiram as metas. O Brasil possui potencial para contribuir nesse sistema de compensação.
A publicação chega em momento em que o país disputa minerais essenciais para a transição energética e a indústria militar, em uma rivalidade entre Estados Unidos e China. Elisangela Soldateli Paim, pesquisadora da Fundação Rosa Luxemburgo, afirmou que o cenário atual reflete mais uma corrida militar do que uma transição energética real.
O material serve como um guia para orientar as comunidades sobre as regras desse mercado, explicando também alterações na legislação brasileira implementadas a partir de dois mil e vinte e quatro. A cartilha está disponível em formato PDF no site da Fundação Rosa Luxemburgo.


