A casa onde Gal Costa morou no Jardim Europa, em São Paulo, foi vendida por R$ 6,7 milhões. A negociação, revelada nesta sexta-feira (21), encerrou disputas de herança envolvendo seu filho e uma companheira.
O imóvel havia sido oferecido à venda por R$ 10 milhões no final de dois mil e vinte e quatro, mas o valor foi reduzido até a conclusão do negócio. O montante será dividido igualmente entre Gabriel Costa, filho da cantora, e Wilma Petrillo, que conviveu com Gal Costa por décadas.
A controvérsia sobre o patrimônio da artista ganhou complexidade devido a um testamento feito em mil novecentos e noventa e sete. Naquele documento, o patrimônio seria destinado à criação da Fundação Gal Costa de Incentivo à Música e Cultura.
As primas da cantora, Verônica Silva e Priscila Silva, buscaram judicialmente a validade do testamento, alegando que Gal Costa teria sido coagida por Wilma Petrillo a revogá-lo em dois mil e dezenove. A Justiça, contudo, considerou que a adoção de Gabriel em dois mil e sete rompeu o pacto original.
O litígio foi resolvido por acordo extrajudicial. Gabriel Costa comprometeu-se a criar a fundação idealizada por Gal Costa, o que levou as primas a pedirem o arquivamento da ação contra Wilma Petrillo.

