A Casas Bahia avalia um pedido de recuperação judicial ou extrajudicial após divulgar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado elevou o patrimônio líquido negativo da empresa para R$ 8,1 bilhões, somando oito trimestres consecutivos de perdas.
A companhia já havia buscado uma recuperação extrajudicial em 2024 para reorganizar suas obrigações financeiras. Embora o prejuízo seja alto, a maior parte da perda do período não gerou saída imediata de caixa, pois cerca de R$ 9,1 bilhões vieram de efeitos contábeis não recorrentes.
Apesar disso, o prejuízo ajustado foi de R$ 978 milhões, superior aos R$ 555 milhões negativos registrados em 2025. Impostos diferidos, baixas por fechamento de lojas e reorganização de pessoal também impactaram o balanço. Entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), a varejista encerrou 298 lojas, o que representa quase 29% de sua rede, e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários.
A empresa afirma redesenhar sua estratégia, focando em rentabilidade e geração de caixa, enquanto a receita líquida cresceu 1,6% no trimestre, atingindo quase R$ 7 bilhões. As despesas com vendas, contudo, subiram 17%, chegando a R$ 1,8 bilhão.
A dificuldade é atribuída ao cenário econômico do país, com o custo elevado do crédito e a redução da capacidade financeira dos consumidores. A taxa Selic está em 14% ao ano, encarecendo o financiamento e dificultando a recuperação de vendas, aponta a companhia.


