A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) alterou critérios de elegibilidade para competições femininas ao exigir testes genéticos. A medida, alinhada a diretrizes do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol, impede a participação de atletas trans em torneios organizados pela entidade.
A nova regra, anunciada na semana passada, exige a triagem do gene SRY para comprovar o sexo biológico das jogadoras. A exigência vale para a Superliga, Supercopa, Copa Brasil e outros torneios nacionais de vôlei de praia.
Tiffany Abreu, oposta que joga pelo Osasco São Cristóvão Saúde desde 2021, expressou preocupação com a decisão. A atleta declarou publicamente que a mudança representa um retrocesso para a inclusão de pessoas trans no esporte, questionando o futuro de sua carreira.
O clube Osasco também manifestou surpresa com a política, informando que seu setor jurídico avalia possíveis ações. A equipe reforçou o apoio à jogadora. Apesar da regra nacional, a Federação Paulista de Voleibol manteve o regulamento vigente, permitindo que Tiffany participe do Campeonato Paulista de 2026.


