A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) alterou suas diretrizes de elegibilidade nesta sexta-feira, dia 14 de agosto de 2026. A nova normativa exige o teste do gene SRY para a participação na categoria feminina, revogando a regra anterior que permitia a participação de atletas trans com níveis controlados de testosterona.
A resolução alinha as regras do voleibol de quadra e de praia no país às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Com a medida, a elegibilidade feminina passa a depender obrigatoriamente da comprovação de um resultado SRY-negativo. Identidade de gênero, sexo registrado ou supressão hormonal não garantem mais o direito de competir nesta categoria.
O teste SRY investiga a presença do cromossomo Y no DNA, sendo um procedimento vitalício realizado por amostra de saliva, bucal ou sangue. Atletas com resultado SRY-positivo só podem competir na categoria feminina se houver comprovação clínica de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa ou outra condição XY-DSD. Fora essas exceções médicas, atletas SRY-positivos são elegíveis apenas para a categoria masculina.
A CBV determinou que o exame será aplicado de forma universal e impessoal, proibindo testagem baseada em aparência ou rumores. Os custos dos exames ficam a cargo das atletas ou de seus clubes, embora a CBV cubra o teste se for demandado para convocação à seleção brasileira. A ponteira Tifanny Abreu, do Osasco, que disputava a Superliga, pode ser impedida de jogar com a nova regra.


