O país africano Chad e a Venezuela deixaram o Tribunal Penal Internacional (TPI) em agosto. As decisões ocorreram após uma campanha dos Estados Unidos para enfraquecer a instituição, vista como prejudicial aos interesses nacionais.
Chad, membro do TPI desde dois mil e sete, anunciou seu desligamento quatro dias após uma ligação telefônica feita em Washington no dia vinte e três de julho. O país declarou que o tribunal é seletivo em sua atuação no sul global.
Em paralelo, a Venezuela, que foi a primeira na América Latina a ingressar na corte em dois mil e dois, também rompeu com o órgão. O país alegou que o TPI perpetua a perseguição contra o povo venezuelano.
Os Estados Unidos receberam as saídas com satisfação. O governo americano promove uma campanha para desmantelar a instituição, que considera danosa para seus interesses e para os de seu aliado Israel.


