A China retomou a compra da nova safra de soja dos Estados Unidos, o que intensifica a concorrência com o produto nacional. O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, avalia que a soja brasileira perdeu vantagem competitiva frente aos grãos americanos.
Segundo Silveira, a soja brasileira está mais cara que a americana, principalmente por conta dos prêmios portuários. Já foram negociadas mais de 5 milhões de toneladas da safra americana para o país asiático. A expectativa é que os embarques dos EUA se fortaleçam nos próximos meses.
Apesar disso, a demanda chinesa por soja segue elevada, mantendo os estoques do país em níveis confortáveis. O risco para o Brasil surge caso essa demanda chinesa diminua de forma mais consistente, gerando uma possível sobreoferta no mercado nacional.
O analista ressalta que o Brasil teria dificuldade em suprir uma queda nas compras chinesas com novos compradores, pois nenhum mercado interno tem a agressividade da China. Contudo, as exportações brasileiras podem ultrapassar 110 milhões de toneladas em 2026, impulsionadas pela demanda externa e pelo processamento doméstico.


