Equipes de emergência da China e do Nepal retomaram as operações de busca e salvamento nesta sexta-feira (28). Os trabalhos haviam sido interrompidos pelo risco de novas inundações causadas pelo rompimento de um lago formado por água represada após a avalanche ocorrida na quarta-feira, na fronteira entre o Nepal e o Tibete.
Autoridades dos dois países informaram que o risco imediato está diminuindo após as margens do lago romperem nas primeiras horas desta sexta-feira. A água está esvaziando gradualmente, o que reduz a chance de uma nova enxurrada repentina. Uma emissora de TV chinesa havia estimado que o volume de água acumulada chegou a 2 milhões de metros cúbicos.
No lado nepalês, a Polícia Nacional confirmou que o número de mortos subiu para 547, com estimativa de 1,4 mil desaparecidos. No lado tibetano, onde o governo chinês controla a divulgação de dados, cinco mortes foram confirmadas e há mais de 550 desaparecidos na zona.
O presidente da China, Xi Jinping, instou dirigentes do Partido Comunista a monitorar a estabilidade do lago para prevenir desastres secundários. O primeiro-ministro Li Qiang, que visitou o distrito do desastre no início da semana, afirmou em reunião de cúpula que a região sofreu uma “significativa perda de vidas”.
Um grupo de 21 socorristas chineses chegou à principal área devastada no Tibete, próxima ao posto de fronteira de Gyirong, por volta das 16h30. A equipe utiliza cães-farejadores para localizar sobreviventes sob a lama e os escombros que atingiram zonas comerciais e habitadas.

