Pesquisadores da University of Cambridge investigam a função dos sonhos em um experimento de laboratório. O estudo observa reações de participantes enquanto dormem, buscando entender como o cérebro processa informações durante o sono.
A ciência ainda não possui respostas definitivas sobre o propósito dos sonhos, apesar de teorias antigas, como as de Sigmund Freud. Estudos indicam que os sonhos ocorrem várias vezes por noite, e a maioria dos sonhos é esquecida. Os cientistas buscam saber se o sono ajuda na formação de memórias ou se é uma atividade cerebral de fundo.
Karen Konkoly, pesquisadora pós-doutoral, é coinventora de métodos para induzir sonhos lúcidos, momento em que o sonhador percebe que está sonhando. Em pesquisas anteriores, foi possível que sonhadores lúcidos se comunicassem com cientistas em tempo real, respondendo a perguntas por meio de sinais oculares.
No experimento atual, participantes são instruídos a mover as bochechas ao sentir estímulos sonoros ou vibrações, mesmo em estado de sono. A expectativa é que esses sinais possam ser captados quando o indivíduo está inconsciente, ajudando a ligar ações acordadas a eventos oníricos.
Outros pesquisadores, como Robert Stickgold, desenvolveram a teoria NEXTUP, que sugere que o cérebro busca associações fracas com preocupações diárias durante o sono para construir narrativas oníricas. A manipulação dos sonhos em tempo real é vista como um caminho para testar essas hipóteses.


