A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto a 34 federações e sindicatos, lançou neste sábado (29) uma campanha para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 não seja votada no Senado antes das eleições.
A entidade argumenta que acelerar a mudança constitucional sobre a jornada de trabalho em um momento de fragilidade econômica traz riscos graves. Segundo a CNC, o setor produtivo enfrenta juros altos, crédito caro, endividamento recorde das famílias e saída de empresas estrangeiras do país.
A confederação afirmou que a decisão sobre a jornada requer análise técnica e diálogo, alegando que a votação apressada coloca em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas, além da manutenção de empregos formais em toda a cadeia produtiva.
A CNC declarou ser a favor de negociações coletivas que respeitem a realidade de cada setor e região. A campanha utiliza o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”.
O grupo também criticou a taxação de compras internacionais de baixo valor, citando a chamada taxa das blusinhas como um agravante da concorrência desleal para o varejo nacional. Para a entidade, a medida integra um pacote de aprovações em que interesses políticos prevalecem sobre escolhas econômicas.

