O Governo Federal iniciou uma articulação para compartilhar metodologias, estudos e infraestrutura do Concurso Nacional Unificado (CNU) com estados e municípios. A iniciativa, formalizada em Teresina (PI), visa apoiar administrações na modernização de processos seletivos sem criar um concurso único para todas as esferas de governo.
O acordo estabelece uma agenda de cooperação para disseminar práticas adotadas no CNU, preservando a autonomia dos entes federativos. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, a intenção é disponibilizar o conhecimento acumulado na organização do CNU e parte da infraestrutura utilizada na realização das provas. Entre os aspectos aproveitáveis estão o planejamento das seleções, a elaboração do modelo de provas e a logística para exames simultâneos.
A proposta surgiu devido às dificuldades enfrentadas por estados e municípios no planejamento e nos custos operacionais dos concursos. Samuel Pontes, presidente do Consad, afirmou que a cooperação pode reduzir desigualdades técnicas e facilitar o acesso a modelos já testados pela União. Administrações como Piauí, Bahia, Rio de Janeiro e Juiz de Fora já demonstraram interesse em adaptar soluções federais.
A diretora-executiva da República.org, Isadora Modesto, comentou que a descentralização da aplicação das provas é uma inovação grande, permitindo levar o exame a locais distantes. Contudo, a carta de compromisso estabelece apenas uma agenda de estudos e cooperação, e não haverá mudanças imediatas para os candidatos. A expansão do modelo também consta em propostas da Reforma Administrativa apresentada ao Congresso em 2025.


