O período de setenta e duas horas, considerado crucial para encontrar sobreviventes após o terremoto na Colômbia, terminou nesta quinta-feira (13). Equipes de resgate aceleram as buscas por centenas de desaparecidos em áreas devastadas pelo tremor de magnitude 7,4, ocorrido na segunda-feira.
Máquinas pesadas iniciaram a remoção de escombros em locais onde a presença de sobreviventes já havia sido descartada. O tremor destruiu edifícios, hospitais e escolas em diferentes regiões do oeste colombiano. O balanço oficial aponta 273 mortos e mais de 3.800 feridos, além de 377 pessoas desaparecidas, conforme a unidade de atendimento a desastres.
O presidente Abelardo de la Espriella decretou emergência econômica, medida que permite a criação de impostos e alteração do orçamento. Ele também anunciou um fundo com apoio internacional para as vítimas. A governadora de Valle del Cauca, Dilian Francisca Toro, afirmou que o foco agora deve ser encontrar soluções de moradia para a população, que passou noites ao relento.
A situação exige apoio, mas o governo enfrenta críticas sobre a recepção de ajuda humanitária. Embora a Colômbia tenha aceitado equipes de resgate de Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, o chanceler Omar Bula declarou que a aceitação não considerou questões ideológicas ou políticas.
O México, por sua vez, informou que não conseguiu enviar equipes militares de resgate. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que o pedido de certificação adicional levou o país a optar pelo envio de suprimentos e medicamentos.


