Dezenas de colonos israelenses mascarados atacaram residências nos arredores do vilarejo de Qusra, na Cisjordânia ocupada, neste sábado (29). O episódio é o primeiro grande ataque na região desde que um cerco realizado por colonos no início do mês provocou indignação internacional, segundo testemunhas.
Um grupo de colonos cercou uma casa palestina e arremessou pedras enquanto sete pessoas estavam encurraladas no local. Luay Bayruti, proprietário da residência, relatou que ele e outras seis pessoas permaneceram presas por mais de uma hora após ele ter solicitado ajuda às forças israelenses.
Saddam Oday, paramédico e uma das vítimas, afirmou que militares israelenses lançaram gás lacrimogêneo dentro da casa e detiveram os moradores. Oday relatou que as forças armadas permitiram a saída dos colonos sem realizar prisões. Bayruti disse que, ao chegarem, os militares algemaram, vendaram e espancaram as pessoas no interior do imóvel antes de liberá-las.
O paramédico informou que quatro das pessoas encurraladas sofreram ferimentos causados pelo gás lacrimogêneo e duas foram atingidas por pedras. Bayruti apresentou um ferimento no braço causado por um dos projéteis arremessados pelos colonos.
Em comunicado, as forças militares israelenses informaram que tropas e a polícia de fronteira foram ao local para remover manifestantes violentos e proteger os moradores da casa. O Exército não respondeu a questionamentos sobre o uso de gás lacrimogêneo ou as denúncias de espancamento e detenção de civis.


