O conceito de “complexo industrial de censura” ganhou destaque após a ameaça de fechamento de um escritório do Departamento de Estado dos EUA. A unidade, focada em combater desinformação de nações como Rússia, Irã e China, foi acusada de integrar uma rede que supostamente suprime discursos conservadores e populistas online.
O termo foi introduzido em 15 de abril de 2025, quando se soube do risco de encerramento da unidade R/FIMI. Este escritório era visto como o ponto central de um suposto complexo, que envolve agências governamentais, acadêmicos, grupos da sociedade civil e grandes plataformas de tecnologia. Segundo a acusação, essa rede conspiraria para reprimir vozes conservadoras e populistas sob o pretexto de combater a desinformação.
A ideia, que começou nas margens da internet de direita, migrou para o discurso principal, sendo disseminada por plataformas de mídia conservadoras e organizações sem fins lucrativos. Essa lógica passou a influenciar grande parte da política doméstica e externa da segunda administração Trump.
A discussão transcende a esfera política, pois a instrumentalização da ideia de censura afeta bilhões de pessoas globalmente que acessam ou interagem com informações na internet.


