O Ministério da Saúde avalia a incorporação de inibidores de ciclinas no Sistema Único de Saúde (SUS). A consulta pública visa incluir a nova opção terapêutica para pacientes com câncer de mama inicial de alto risco, com grande potencial de recidiva.
O câncer de mama afeta uma em cada oito mulheres ao longo da vida. Embora o diagnóstico precoce melhore as chances de cura, o risco de retorno da doença persiste em muitos casos. No Brasil, a estimativa de novos casos para o período de 2026 a 2028 é de 78.610 por ano.
O subtipo RH+/HER2-, mais comum, recebe terapia endócrina no SUS após o tratamento inicial. Contudo, cerca de cinquenta por cento dos pacientes de alto risco podem sofrer recidiva mesmo após cinco anos do diagnóstico. A Dra. Susana Ramalho, oncologista do Grupo SOnHe e CAISM/Unicamp, disse que ampliar as opções de tratamento é crucial.
A pesquisa do Instituto Oncoguia mostrou que oito em cada dez pacientes convivem com o medo de a doença retornar. Por isso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS abriu a consulta pública n° 61/2026. Ela avalia a inclusão da classe de inibidores de ciclinas no tratamento adjuvante.
Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, completou que a participação na consulta transforma experiências em evidências. A avaliação permite que a sociedade contribua com percepções sobre o impacto real da doença na qualidade de vida.


