Um coronel da reserva do Exército foi condenado pela Justiça Militar por críticas feitas em um romance e declarações públicas. O processo, movido pelo Ministério Público Militar, resultou na aplicação de sursis, mas o militar planeja recorrer ao Superior Tribunal Militar e ao Supremo Tribunal Federal.
O Conselho Especial de Justiça da 1ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, no Rio, condenou o coronel por ofensa às Forças Armadas e crítica indevida. A decisão, tomada por quatro votos a um, aplicou a pena mínima, o que concedeu sursis ao militar da reserva.
O livro, intitulado “Diários da Caserna: Dossiê Smart: A História que o Exército Quer Riscar”, narra denúncias contra a cúpula militar. O autor detalha alegações de irregularidades na compra de um simulador de apoio de fogo da empresa espanhola Tecnobit, contrato que custou cerca de R$ 32 milhões em 2010.
Em entrevistas para divulgar a obra, o coronel criticou a atuação do Exército na trama golpista e apontou que o Alto Comando agiu de forma oportunista. O Ministério Público Militar concluiu que ele deveria responder pelos crimes por criticar publicamente um superior hierárquico e propagar fatos inverídicos.


