O estresse frequente ou intenso provoca respostas físicas no organismo que vão além do nervosismo e da irritação. A reação ocorre devido a alterações hormonais, principalmente envolvendo cortisol e adrenalina, que interferem no funcionamento de diferentes sistemas do corpo e podem gerar sintomas persistentes em diversas regiões.
A pele é uma das primeiras áreas a reagir, podendo apresentar vermelhidão, ressecamento, descamação e acne. O excesso de cortisol estimula as glândulas sebáceas, o que aumenta a oleosidade cutânea. No couro cabeludo, a resposta ao estresse interfere no ciclo de crescimento dos fios e na chegada de nutrientes, o que pode causar a queda de cabelo.
No sistema digestivo, a tensão altera a produção de ácido e aumenta a sensibilidade, resultando em queimação, náuseas e sensação de estômago estufado. O quadro pode agravar sintomas de gastrite. Outras reações incluem a redução da libido, com dificuldades de ereção em homens e menor lubrificação em mulheres, além de mudanças no apetite, com perda de fome ou busca por alimentos gordurosos e açucarados.
A exposição contínua a níveis elevados de cortisol prejudica os mecanismos de defesa do organismo, tornando a pessoa mais suscetível a infecções, como gripes e resfriados. A tensão muscular manifesta-se por meio do bruxismo, com o ranger de dentes que provoca dores na mandíbula e na cabeça, além de contrações musculares que intensificam dores nas costas.
A liberação de adrenalina provoca a aceleração dos batimentos cardíacos, aumento temporário da pressão arterial e suor excessivo em mãos, pés e rosto. A dificuldade para iniciar ou manter o sono gera um ciclo de cansaço e problemas de memória que podem elevar ainda mais os níveis de estresse.
A recomendação é buscar avaliação de um profissional de saúde quando os sintomas se tornarem recorrentes, persistentes ou aparecerem em conjunto para a investigação das causas.

