Pesquisadores descobriram que o corpo de Ötzi, um homem mumificado encontrado nos Alpes de Ötztal há 5.300 anos, ainda abriga microrganismos vivos. A descoberta ocorreu mesmo com o corpo mantido a -6°C em ambiente úmido desde 1998, indicando a resiliência biológica em condições extremas.
A análise dos restos mortais revelou a presença de três grupos principais de microrganismos. Estes incluem bactérias que faziam parte do intestino do indivíduo quando ele estava vivo, leveduras adaptadas ao frio que podem ter chegado após a morte, e microrganismos modernos, trazidos pela manipulação do corpo nas últimas décadas.
Os organismos antigos, como certas bactérias intestinais, podem auxiliar cientistas a entender o ambiente digestivo humano há milhares de anos. Além disso, a pesquisa contribui para estudos sobre microrganismos capazes de funcionar em baixas temperaturas, o que pode ter utilidade em processos industriais como a fermentação com menor gasto de energia.
Ötzi, que viveu na Idade do Cobre, tinha cerca de 1,60 metro de altura e pesava aproximadamente 50 quilos. As investigações apontaram que sua morte não foi acidental; uma radiografia de 2001 identificou uma ponta de flecha de pedra alojada no ombro esquerdo, causando hemorragia fatal.


