A Corregedoria Nacional de Justiça afastou o juiz responsável pelo processo de falência do Banco Santos. A decisão ocorreu após a divulgação de gravação em que o magistrado sugeriu aos herdeiros a venda de suas partes na instituição ao Banco Master.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell, suspendeu o juiz por tempo indeterminado. Segundo relatos do processo, o Conselho Nacional de Justiça analisará o caso na próxima terça-feira, dia 18. O juiz negou irregularidades, alegando dar atendimento igualitário às partes.
No áudio, divulgado nesta quarta-feira, dia 12, o magistrado propôs aos herdeiros de Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, um acordo para encerrar a falência. Ele também recomendou a troca de advogados e indicou nomes para a função. A conversa ocorreu em agosto de 2024.
A Associação Paulista de Magistrados publicou nota de repúdio à gravação. A entidade afirmou que tais condutas visam constranger e deslegitimar magistrados, comprometendo a independência do Judiciário.
O Banco Central interveio na instituição em 12 de novembro de 2004, quando o banco não cumpria normas básicas. Posteriormente, em 4 de maio de 2005, o BC anunciou a liquidação do banco. O juiz defendia a regularidade do processo, citando a venda de cerca de R$ 3,5 bilhões em ativos.


