As ações da CSN subiram 2,55% na quinta-feira, 13 de agosto, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. Em contraste, a CSN Mineração registrou queda de 2,59%. Os resultados apontaram melhora operacional, mas mantiveram o foco da análise em questões de geração de caixa e alavancagem do grupo.
O Ebitda ajustado da CSN somou entre dois bilhões e dois bilhões e oitocentos milhões de reais no trimestre, superando ou ficando próximo das projeções de mercado. A divisão de aço registrou recuperação de volumes e margens, e o cimento apresentou rentabilidade recorde, segundo o Goldman Sachs. O banco mencionou que medidas antidumping facilitaram o ambiente competitivo no mercado doméstico.
A XP apontou que a desalavancagem na CSN permanece distante devido à elevada queima de caixa. O Goldman Sachs calculou que a companhia consumiu cerca de dois bilhões de reais em caixa no período. Investimentos de 1,4 bilhão de reais e despesas financeiras de 1,5 bilhão de reais pressionaram o resultado, elevando a dívida líquida para perto de 40 bilhões de reais.
Na CSN Mineração, o mercado observou embarques de minério de ferro de 11,8 milhões de toneladas, volume superior ao previsto por Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan. O Ebitda ajustado ficou próximo de um bilhão de reais. Contudo, o fluxo de caixa operacional atingiu apenas 119 milhões de reais, conforme apontado pelo Morgan Stanley, ficando abaixo das expectativas.
Apesar dos resultados operacionais, analistas de diferentes instituições indicam que o principal fator para a melhoria da estrutura de capital do grupo depende do programa de venda de ativos, estimado entre 15 bilhões e 18 bilhões de reais, segundo Goldman Sachs e XP.


