O JPMorgan Equity Premium Income ETF (JEPI) e o Schwab U.S. Dividend Equity ETF (SCHD) atraem investidores pelo alto rendimento mensal. Contudo, a forma como cada fundo é tributado difere, impactando o ganho líquido, conforme análise de especialistas em finanças.
O JEPI paga distribuições mensais de cerca de oito por cento do preço da cota, enquanto o SCHD oferece rendimento próximo a três por cento. Essa diferença atrai atenção nos fóruns de dividendos. O problema reside na tributação: o SCHD paga dividendos qualificados, sujeitos à alíquota de ganho de capital de longo prazo. Já a distribuição mensal do JEPI é majoritariamente classificada como renda ordinária, tributada na alíquota marginal total do detentor.
O rendimento do JEPI provém de notas vinculadas a ações, ou *equity-linked notes*, e não apenas dos dividendos das ações que ele possui. O Serviço de Impostos Internos (IRS) trata o cupom dessas notas como renda ordinária. Por outro lado, o SCHD acumula dividendos de ações americanas que cumprem as regras de carência, permitindo que a maior parte da distribuição se qualifique para a alíquota reduzida.
Em uma faixa de imposto federal alta, o rendimento anualizado do JEPI se aproxima de sete vírgula seis por cento antes dos impostos, mas cai para cerca de quatro vírgula cinco por cento após a tributação. O SCHD, com rendimento pré-tributário de dois vírgula nove por cento, chega a cerca de dois vírgula dois por cento após os impostos. Assim, o diferencial de quatro vírgula sete pontos percentuais cai para aproximadamente dois vírgula três pontos percentuais.
A estratégia de alocação também influencia o resultado. Colocar os fundos em contas tributáveis ou isentas de imposto altera drasticamente o cálculo. Em contas isentas, o caráter de renda ordinária do JEPI não gera custo fiscal, preservando o diferencial de rendimento anunciado.

