A CVC (CVCB3) apurou um prejuízo líquido ajustado de R$ 51,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26). O valor é mais de três vezes superior ao prejuízo ajustado de R$ 15,9 milhões registrado em 2025. A companhia atribui a alta às tarifas aéreas e à situação econômica na Argentina.
O prejuízo contábil totalizou R$ 72,5 milhões, contrastando com os R$ 46,4 milhões perdidos no segundo trimestre de 2025. A receita líquida consolidada alcançou R$ 319,5 milhões, marcando uma queda de 6,5% em relação ao ano anterior. O EBITDA ajustado ficou em R$ 84,9 milhões, recuando 8,1%, com margem ajustada de 26,6%.
A empresa explicou que o aumento expressivo nas tarifas aéreas, que subiu 52,4% em doze meses segundo o IPCA de junho, impactou o resultado. Apesar disso, a administração informou que os resultados já mostram efeitos do programa de reestruturação e redução de despesas implementado no período.
Nas reservas, o segmento no Brasil avançou 4,1%, atingindo R$ 3,29 bilhões. Contudo, na Argentina, as reservas confirmadas diminuíram 13%, para R$ 804,6 milhões, devido à desvalorização do peso local. A receita líquida argentina caiu 17,6%, para R$ 49,7 milhões.
Apesar do prejuízo, a CVC melhorou sua posição financeira no trimestre. A geração de caixa operacional foi positiva em R$ 60,2 milhões, e a dívida líquida reduziu para R$ 215 milhões, comparado a R$ 26,8 milhões no primeiro trimestre do ano.


