O debate eleitoral no Distrito Federal, realizado no domingo (9), concentrou-se na crise do BRB, banco público controlado pelo Governo do DF. A atual governadora, Celina Leão, enfrentou cobranças dos opositores sobre o rombo financeiro, enquanto candidatos de diferentes espectros políticos debateram soluções para a instituição.
A situação do BRB foi o tema central, pois o próximo eleito herdará a crise. O banco negocia um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC para cobrir prejuízos decorrentes de operações com uma instituição financeira. Celina Leão declarou que não é responsável pelos erros da gestão anterior, afirmando: “Como vice-governadora, a gente não consegue mudar a decisão do governo. Eu não sou responsável pelos erros de Ibaneis”.
Os demais candidatos exigiram transparência sobre o tamanho do déficit, visto que o BRB ainda não publicou os balanços de 2025 e do primeiro semestre de 2026. A governadora solicitou apoio dos candidatos ligados ao governo federal para viabilizar o empréstimo, dizendo: “Estou sozinha tentando salvar um banco”.
Além da questão financeira, a saúde do DF também foi alvo de críticas. Enquanto um candidato do Novo apontou a gestão como “terrível e de corrupção endêmica”, Celina Leão rebateu, informando que contratou 700 médicos e reequilibrou as contas do governo. O debate, realizado no Sesc Ceilândia, teve duração de cerca de duas horas.


