O advogado de Lindsay Clancy argumentou no tribunal de Plymouth, em Massachusetts, que a ex-enfermeira assassinou os três filhos em estado de psicose pós-parto. Segundo a defesa, o crime foi provocado por negligência e maus-tratos de profissionais de saúde, que teriam submetido a paciente a uma medicação excessiva e inadequada.
Clancy estrangulou a filha de cinco anos e os filhos de três anos e oito meses com faixas elásticas de ginástica no porão de casa. Após os crimes, ela pulou da janela do segundo andar, o que a deixou parcialmente paralisada. A acusada confessou os crimes, mas a defesa busca o reconhecimento de insanidade mental.
Centenas de pessoas realizaram manifestações em frente ao tribunal para apoiar a ex-enfermeira. Renee Kimball, organizadora do protesto, afirmou que qualquer pessoa que tenha lidado com depressão pós-parto ou ansiedade poderia estar no lugar da acusada. Nas redes sociais, surgiram teorias de que outra pessoa estaria envolvida nos assassinatos.
A defesa citou falhas no acompanhamento psiquiátrico realizado no McLean Hospital, em Belmont. O caso ocorre em um momento de baixa confiança nas instituições americanas; uma pesquisa da Gallup indica que a credibilidade do sistema médico atingiu o nível mais baixo desde 1993.
O apoio a Clancy dividiu comentaristas políticos. A podcaster Candace Owens e a ex-candidata republicana Tiffany Smiley defenderam a acusada, atribuindo a tragédia a falhas do sistema de saúde e das farmacêuticas. Já o comentarista Matt Walsh criticou a tese de psicose como defesa e pediu a execução da mulher.
Se o júri aceitar a alegação de insanidade, Clancy será encaminhada a um hospital psiquiátrico. Caso a defesa seja rejeitada, ela poderá cumprir pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

