O Brasil apresenta avanços na escolarização, mas falhas estruturais na educação impedem a redução da desigualdade social. Segundo o Atlas da Mobilidade Social, do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) e do Prospera Lab, a origem familiar ainda é o principal determinante da renda futura.
O levantamento revela que, entre os 25% nascidos nas famílias mais pobres, 48% permanecem na mesma faixa de renda ao atingirem a vida adulta. Dos 52% restantes, a maioria continua na metade de menor renda do país.
Apenas 8,3% desse grupo inicial conseguem alcançar a parcela dos 25% mais ricos. O índice de ascensão ao topo da pirâmide é ainda menor: apenas 1,3% dos nascidos em famílias de baixa renda chegam a integrar o grupo dos 10% com maior rendimento nacional.

