O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou deflação de 0,4% em junho, o que diminui a chance de o Federal Reserve (Fed) aumentar os juros no ano. O dado, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics, representa a maior retração mensal desde abril de 2020, mas especialistas alertam que a inflação acumulada em 12 meses permanece alta.
A deflação mensal de junho, que foi impulsionada pela queda de 5,7% nos preços de energia, traz um alívio para o mercado. Economistas apontaram que a retração não se limitou a itens energéticos, mas também atingiu algumas categorias de serviços. No entanto, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, em 3,5%, ainda está distante da meta de 2% perseguida pela autoridade monetária.
Análises de especialistas indicam que a principal mensagem do relatório reside na desaceleração da inflação subjacente. O núcleo do indicador, que exclui itens voláteis, recuou para 2,6% em doze meses, contrariando expectativas de alta. Contudo, a persistência de pressões em segmentos como habitação e serviços mantém o tom cauteloso.
Com o dado benigno, a probabilidade de um aperto monetário imediato em 2026 caiu de 20% para pouco menos de 10%, segundo projeções de mercado. Apesar disso, diretores do Fed sinalizaram que serão necessários vários meses de dados favoráveis para afastar a necessidade de novos aumentos de juros.


