O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) defendeu a criação de um sistema nacional para prevenir e enfrentar desastres socioambientais, apelidado de “SUS do Clima”. A proposta exige responsabilidades permanentes dos governos federal, estaduais e municipais, além de fontes de financiamento específicas.
O parlamentar argumentou que o Brasil não pode se apoiar apenas em medidas emergenciais após eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. Segundo Motta, o Estado brasileiro precisa de preparo estrutural, e não apenas de liberações de orçamento após a tragédia.
A ideia do “SUS do Clima” busca organizar a atuação dos entes federativos de forma semelhante ao Sistema Único de Saúde. A União, estados e municípios teriam obrigações legais, planejamento contínuo e integração entre órgãos de habitação, saúde e meio ambiente. O deputado alertou para a necessidade de investir em obras preventivas e na identificação de áreas de risco.
Outra pauta defendida pelo deputado é o projeto de Escolas Resilientes. Este texto estimula cada comunidade escolar a identificar riscos climáticos no prédio e no entorno, permitindo que alunos e funcionários participem da elaboração de projetos de adaptação. As propostas seriam avaliadas por equipes técnicas e poderiam receber apoio dos ministérios da Educação e do Meio Ambiente.
Motta também abordou a educação integral, criticando a simples ampliação de horário escolar. Para ele, a qualidade exige investimento em infraestrutura, currículo e formação de professores. Ele afirmou que o colapso ecológico é um problema presente, não algo para ser adiado.


