A descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, Amapá, pode elevar as reservas comprovadas do Brasil em 55%, segundo Carlo Pereira. Contudo, o especialista ressalta que é preciso definir o volume exato e o custo de exploração. A produção comercial, se ocorrer, pode demorar entre seis e oito anos.
Carlo Pereira, especialista, afirmou que a confirmação da presença do recurso muda a percepção sobre o potencial da região. Ele mencionou que as reservas comprovadas brasileiras somam cerca de 12 bilhões de barris provados, volume que atenderia às necessidades nacionais por aproximadamente 12 anos. O mercado reagiu à notícia com otimismo devido à possibilidade de expansão das reservas.
O licenciamento ambiental é um fator crucial para a transformação da descoberta em produção. Pereira defendeu que exigências ambientais rigorosas podem proteger investidores, desde que haja previsibilidade e segurança jurídica. O especialista relatou insatisfação da população local com a lentidão do processo de licença, esperando recursos como royalties.
A discussão também toca na governança dos recursos. Pereira disse que a “maldição dos recursos naturais” não reside no petróleo, mas na gestão. Ele avaliou positivamente o planejamento do governo do estado para administrar os impactos, assegurando que rigor ambiental e agilidade podem coexistir com a devida segurança legal.
Sobre a transição energética, o analista rejeitou a ideia de contradição entre a exploração de novas reservas e os compromissos climáticos. Segundo ele, alternativas energéticas ainda carecem de infraestrutura e escala para substituir o petróleo em todas as atividades do parque industrial e de transporte.

