A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao período anterior e reduziu o número de desocupados para 5,8 milhões de pessoas.
A população ocupada atingiu 103,3 milhões de pessoas, o maior contingente desde o início da série histórica em 2012. O volume de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo domésticos, chegou a 39,4 milhões, também o maior número já registrado pela pesquisa. Somando-se aos 13,8 milhões de trabalhadores sem carteira, o setor privado totaliza 53,2 milhões de empregos.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762, com alta de 3,3% na comparação anual. A massa de rendimento real habitual, que soma os ganhos de todos os trabalhadores, atingiu R$ 383,5 bilhões, recorde da série histórica. Os maiores crescimentos anuais de renda ocorreram nos setores de outros serviços, com alta de 6,6%, e na indústria, com 4,7%.
A construção civil foi o único setor com crescimento estatisticamente significativo no trimestre, com alta de 5,1%, somando 371 mil novos postos. Na comparação anual, os maiores aumentos de ocupação foram na administração pública, defesa e saúde, com 438 mil pessoas, e em transporte e correios, com 321 mil.
Houve redução no número de trabalhadores desalentados, que somam 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre. A taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 13%, enquanto a informalidade permaneceu em 37,5% da população ocupada, totalizando 38,8 milhões de trabalhadores informais.
A força de trabalho brasileira, que engloba ocupados e desocupados, totalizou 109,2 milhões de pessoas. O montante representa um aumento de 499 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 600 mil na comparação com o mesmo período de 2025.


