O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que sua função judicial impede respostas públicas a críticas. A declaração ocorre durante investigação sobre suposta perseguição e monitoramento contra o magistrado e sua família no Maranhão.
Dino afirmou em publicação no Instagram que o papel de juiz o impede de participar de debates públicos acalorados. Segundo o ministro, a função exige que ele suporte calado agressões e injustiças, além de acompanhar distorções de fatos.
A apuração ganhou destaque após uma operação da Polícia Federal atingir um jornalista e um ex-deputado estadual e delegado federal aposentado, que seria fonte do repórter. Há suspeitas de monitoramento de Dino e de sua família, e de divulgação de dados sobre a segurança do ministro.
O jornalista investigado negou ter monitorado Dino, alegando que suas reportagens se basearam em informações de uma fonte. Ele também criticou a decisão que autorizou as medidas contra ele, levantando preocupação sobre a liberdade de imprensa.
O ministro, que assumiu o STF em fevereiro de dois mil e vinte e quatro, declarou que sua trajetória profissional, em trinta e sete anos de serviço público, constitui sua defesa. Ele explicou que, antes da magistratura, possuía maior liberdade para se manifestar em público.


