A plataforma Discord enviou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) esclarecimentos após a determinação de suspensão das transmissões ao vivo no Brasil. A empresa alega atuar para manter um ambiente digital seguro, rechaçando violência e incitação a atos lesivos.
O documento apresentado pelo Discord citou mecanismos de controle, como verificação de idade e uma ferramenta de controle parental chamada “Central da Família”. Esta ferramenta, segundo a empresa, permite que responsáveis monitorem servidores e imponham restrições de uso.
Sobre o caso de uma adolescente de 13 anos, que teria sido induzida a tirar a própria vida em uma transmissão, o Discord informou que as chamadas ocorreram em grupo privado. A empresa justificou a ausência de bloqueio prévio alegando que a criptografia das chamadas de voz e vídeo impede o monitoramento direto do conteúdo ao vivo.
A ANPD havia determinado a suspensão apenas da funcionalidade de “lives” na última quarta-feira (12). A decisão seguiu após a primeira-dama Janja da Silva exigir a remoção imediata da plataforma, citando o caso de indução ao suicídio.
A operação da Polícia Federal, deflagrada em quatro de agosto, resultou na prisão de cinco adolescentes e um homem de dezoito anos. O Discord afirmou ter removido o canal e suspenso as contas envolvidas em menos de vinte e cinco minutos.

