A 14ª rodada do Painel Narrativo Semanal do Instituto Democracia em Xeque (DX) analisou a recepção de trechos de discursos de Luís Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Os resultados indicaram que o eleitorado demonstrou pouca disposição para se entusiasmar com qualquer um dos dois candidatos.
O DX expôs participantes a vídeos com falas dos dois nomes em eixos como mulheres, segurança pública e comparação de propostas. O instituto identificou um quadro de “dupla estagnação”: a imagem positiva de Lula encontra um limite, enquanto a imagem negativa de Flávio estabiliza-se. Segundo o DX, a disputa ocorre em um ambiente de acirramento, e não de crescimento expressivo de aprovação.
Em relação ao conteúdo programático, Lula apresentou mais temas, como educação integral e segurança pública. Contudo, o tom grandiloquente do petista gera cansaço. A escala 6×1 é vista como oportunidade para o candidato construir agenda de futuro, se transformar em prioridade concreta.
Flávio Bolsonaro mobiliza temas cotidianos, como custo de vida e corrupção. O problema apontado pelo painel é que suas falas são percebidas como ataques e slogans, sem políticas concretas. Em segurança pública, embora Lula receba crédito por propostas estruturadas, nenhum dos dois convence totalmente os participantes.
A agenda feminina fragiliza o candidato do PL, pois as mulheres criticam o machismo do bolsonarismo e exigem respostas concretas. O custo de vida preocupa amplamente, mas os participantes identificam múltiplas causas para a situação econômica. Para os dois candidatos, o desafio reside em ajustar imagens: Lula precisa de menos bravata, e Flávio deve reduzir a confusão ao seu redor.

