A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma complicação priônica rara, neurodegenerativa e progressiva. A condição afeta o cérebro e não possui tratamento capaz de interromper ou curar a doença. Os sintomas incluem demência, perda de memória e tremores, segundo informações do Ministério da Saúde.
As doenças priônicas surgem de alterações em proteínas chamadas príons. Na DCJ, essas proteínas anormais se acumulam no cérebro, causando a destruição progressiva das células nervosas. A evolução da enfermidade varia entre os pacientes, mas é classificada como uma condição de progressão rápida.
De acordo com balanço do Ministério da Saúde, entre dois mil e cinco e dois mil vinte e um, foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos da DCJ. Os registros mais frequentes ocorreram nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país.
Os estados com maior número de casos suspeitos no período foram São Paulo, com 32,5% dos casos (512), Paraná, com 12,0% (189), e Minas Gerais, com 10% (158). A maior incidência de notificações ocorreu em pessoas entre 55 e 74 anos, representando 60,2% do total.
Desde 2005, a DCJ integra a Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória. A Vigilância Epidemiológica, coordenada pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo detectar casos e definir medidas de biossegurança.

