O dólar registrou alta de 0,37%, encerrando a sessão aos R$ 5,1799, maior valor de fechamento desde 2 de julho.
A valorização da moeda norte-americana acompanhou a elevação global e o avanço das taxas dos Treasuries. Em agosto, o dólar acumulou alta de 2,16%.
Operadores afirmam que o mercado de câmbio local já teria absorvido, em grande parte, o rebaixamento da recomendação do JPMorgan para o Brasil e a última safra de pesquisas eleitorais, que levaram a uma queda expressiva dos ativos domésticos na terça-feira.
Para o diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, o tombo do real em agosto pode ser atribuído a uma realocação de portfólio no universo de mercados emergentes e ao aumento da volatilidade com a proximidade da eleição presidencial.
Na visão do economista-chefe internacional do ING, James Knightley, um índice de preços ao consumidor (CPI) benigno nos EUA após um relatório de emprego reforça a expectativa de manutenção da taxa de juros pelo Fed em setembro.


