O dólar encerrou nesta quarta-feira (26) com alta de 0,22%, cotado a R$ 5,1518, enquanto o Ibovespa terminou a sessão praticamente estável, com subida de 0,01% aos 174.586,26 pontos. O índice brasileiro registrou a sexta sessão consecutiva de alta, apesar da volatilidade causada por indicadores econômicos dos Estados Unidos.
O mercado brasileiro reagiu positivamente à divulgação do IPCA-15 de agosto, que registrou deflação de 0,40%. O indicador acumulou alta de 4,24% em 12 meses, valor abaixo do teto da meta de inflação de 4,5%. A leitura favoreceu a queda dos contratos de juros futuros e impulsionou a Bolsa no início do pregão, sugerindo espaço para a redução de juros pelo Banco Central.
O otimismo perdeu força após a divulgação do índice de preços para gastos de consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos, que mostrou alta de 3,7% em 12 meses até julho. O dado, principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve, manteve a preocupação com a inflação norte-americana. Simultaneamente, a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos indicou crescimento anualizado de 1,5% no segundo trimestre, abaixo das projeções.
A valorização do dólar acompanhou o movimento da moeda no exterior. No mercado de ações, o Ibovespa chegou a atingir a máxima de 176.296,49 pontos durante o dia. Bancos e a Vale, influenciada pelo minério de ferro, sustentaram o índice, enquanto a Petrobras caiu devido ao recuo do petróleo Brent.
A queda do petróleo ocorreu sob expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz e negociações entre Estados Unidos e Irã. Investidores também aguardavam o balanço da Nvidia, divulgado após o fechamento de Wall Street, devido ao impacto esperado em ações de inteligência artificial.

