Draymond Green, jogador do Golden State Warriors, criticou a NBA por não aplicar penalidades severas em investigações de suposta burla ao teto salarial envolvendo Kawhi Leonard e o Los Angeles Clippers. O atleta argumenta que punições leves encorajam que outros times e jogadores testem o sistema.
Green afirmou, em seu programa, que se as punições não forem rigorosas, todos tentarão burlar as regras. Ele sugeriu que a controvérsia deveria reacender o debate sobre a limitação da remuneração dos atletas, chegando a propor a eliminação do teto salarial.
A NBA estabeleceu o teto salarial para a temporada 2026-27 em 164.961 milhões de dólares, com um segundo apron de 221.686 milhões de dólares. O argumento de Green encontra respaldo na discussão sobre o valor dos atletas de elite, mas especialistas apontam que burlar regras coletivamente negociadas configura mais que uma vantagem dentro do livro de regras.
O debate sobre limites salariais não é exclusivo do basquete. Na Major League Baseball, por exemplo, a ausência de teto salarial gera grandes disparidades de gastos entre clubes. Pesquisas indicam que o compartilhamento de receitas, e não apenas o teto, ajuda a equilibrar a competição entre as equipes.
Green também questiona por que os ganhos dos atletas devem ser limitados enquanto o valor das franquias cresce. Contudo, a solução para um sistema restritivo não é necessariamente a ausência total de regras, mas sim a aplicação de sanções que tornem a violação um custo alto demais para o negócio.


