Um eclipse lunar quase total atingiu o auge na madrugada desta sexta-feira (28), deixando 96,2% da Lua obscurecida. O fenômeno, visível em todo o Brasil, começou na noite de quinta-feira (27) e apresentou aparência semelhante a de um eclipse total, segundo a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional (ON).
A primeira fase do eclipse ocorreu às 22h24, com redução sutil no brilho lunar. A fase parcial começou às 23h34 e o ponto máximo foi registrado à 1h13. O evento terminou às 4h02, com o fim do eclipse penumbral. A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (NASA) informou que o fenômeno também foi visível no México, Estados Unidos, Canadá, Peru, Chile e Argentina.
Josina explicou que o eclipse lunar acontece quando a Lua entra na sombra projetada pela Terra, dividida entre a penumbra, sombra clara, e a umbra, sombra escura. No evento desta semana, a Lua mergulhou profundamente na umbra, criando o efeito de uma mordida que cobriu quase todo o disco lunar.
As condições climáticas variaram pelo Brasil. O meteorologista César Soares, da Climatempo, afirmou que o Rio Grande do Sul foi a região mais prejudicada por nebulosidade e temporais. Já no interior do Nordeste, Centro-Oeste e em grande parte do Sudeste, incluindo Minas Gerais e São Paulo, as condições foram favoráveis entre a noite e a madrugada.
No estado de São Paulo, a chance de observação foi maior no interior devido à ausência de nuvens. Na capital, no Vale do Paraíba e no Vale do Ribeira, a nebulosidade pode ter atrapalhado a visão em alguns momentos, segundo Soares.
O Observatório Nacional informou que o próximo eclipse lunar total visível em todo o país ocorrerá apenas na noite entre 25 e 26 de junho de 2029. Em 2027, haverá dois eclipses penumbrais com brilho quase imperceptível. Já em 2028, um eclipse parcial será visível no Brasil entre 11 e 12 de janeiro, mas com obscurecimento de apenas 2,4%.


