Uma empresária de Taguatinga perdeu quase R$ 90 mil na última semana após ser vítima de um golpe via WhatsApp. Criminosos utilizaram a foto do advogado da vítima e dados reais de um processo judicial para simular a realização de uma audiência remota e induzi-la a realizar transferências financeiras.
A vítima relatou que a abordagem começou por um número desconhecido. Como os golpistas possuíam detalhes da ação judicial movida contra uma empresa, ela acreditou na legitimidade do contato. Para viabilizar as operações exigidas pelos criminosos, a mulher realizou empréstimos, solicitou cartões de crédito e efetuou transferências via Pix.
O prejuízo esgotou os recursos da empresa da vítima previstos até o final do ano, comprometendo o pagamento de fornecedores e o salário de funcionários. Para tentar mitigar as perdas e salvar o negócio, a empresária iniciou a rifa de um aparelho iPhone.
O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, explicou que os criminosos utilizam a engenharia social para cruzar informações públicas, como nomes das partes e números de processos, criando situações de urgência para convencer a vítima. A fraude foi descoberta apenas no dia seguinte, quando a empresária contatou o defensor pelo número original e soube que nenhuma audiência havia ocorrido.
Siqueira afirmou que, embora a recuperação dos valores seja complexa quando a própria vítima realiza as operações, o ressarcimento ainda é possível. Ele orientou a comunicação imediata ao banco e o registro de ocorrência policial.
Como protocolo de segurança, o presidente da OAB/DF recomendou que clientes confirmem qualquer informação vinda de números novos por meio de ligações telefônicas ou contato direto com o escritório, ressaltando que a posse de dados do processo ou a foto do profissional não garantem a autenticidade da mensagem.


