Alemanha, Áustria, Dinamarca, Grécia e Países Baixos acordaram, nesta quarta-feira (3), em Copenhague, um modelo e um cronograma para a criação de centros de deportação fora da União Europeia. O objetivo é transferir migrantes irregulares, inclusive famílias com crianças, para instalações situadas em terceiros países.
A medida faz parte de um endurecimento da política migratória europeia. Os cinco governos definiram a “folha de rota” que servirá de base para a assinatura de contratos com nações candidatas a integrar o bloco.
O Governo dinamarquês informou que pretende fechar o primeiro acordo com um desses países no início de 2027. A intenção é que o envio dos expulsos comece antes do término do ano seguinte.
A aceleração do processo ocorre após um verão marcado pela crise de Ceuta, situação que impulsionou a adoção de medidas mais rígidas no controle de fronteiras e imigração.
A apuração indica que a estrutura dos centros externos visa retirar do território da União Europeia pessoas que não possuem documentação legal para permanência, independentemente da composição familiar.


