Equipes de resgate buscam, nesta segunda-feira (31), mais de 900 trabalhadores presos em túneis de usinas hidrelétricas no Nepal. As estruturas foram atingidas por deslizamentos de lama causados por enchentes repentinas que atingiram a fronteira entre o Nepal e a China na última quarta-feira (26).
O presidente da Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal (IPPAN), Mohan Kumar Dangi, informou que pelo menos 900 trabalhadores não foram localizados em 12 projetos hidrelétricos danificados nos distritos de Rasuwa e Nuwakot. Dangi estima que 500 dessas pessoas estejam presas dentro dos túneis. Autoridades locais apresentaram números diferentes.
Socorristas nepaleses contam com o auxílio de equipes estrangeiras nas operações. Alguns trabalhadores conseguiram pedir ajuda durante o desastre, enquanto outros que escaparam relataram a familiares e autoridades que colegas ainda permaneciam nos túneis.
O geocientista Jakob Steiner, da Universidade de Graz, na Áustria, afirmou que alguns pontos dos túneis podem apresentar condições de oxigenação e espaço para refúgio. No entanto, especialistas alertam que as chances de sobrevivência diminuem com o passar do tempo. Seis dias após as enchentes, cresce o temor de mortes por falta de oxigênio.
O general de brigada Raja Ram Basnet, porta-voz do Exército do Nepal, declarou que as buscas seguem em áreas montanhosas, comunidades e regiões de rios. A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal registrou 939 mortes e 3.925 desaparecidos no país.
No Tibete, a imprensa local informou 16 mortes e 546 desaparecidos. Somados, os números de ambos os países totalizam 955 mortos e 4.471 desaparecidos. As equipes de emergência permanecem concentradas na localização dos operários e no atendimento às comunidades afetadas.

