A Polícia Federal apura um esquema de lavagem de dinheiro que envolveu o escritório de um advogado, que teria emitido notas fiscais somando R$ 37,8 milhões para uma empresa sediada em Curaçao. A operação investiga o uso de estruturas financeiras no exterior ligadas à exploração de jogos de azar.
A investigação da PF aponta que as notas fiscais não detalhavam os serviços prestados. Os investigadores indicam que as emissões serviam para justificar a entrada de valores no Brasil e formar caixa. Foram identificadas quinze notas fiscais, totalizando R$ 37.824.000, e o escritório do advogado aparece como um dos principais beneficiários dessas movimentações.
A empresa PixStar, apontada como fictícia, teria sido utilizada para dar aparência legal ao fluxo de recursos. A suspeita é que os valores estivessem conectados às atividades de apostas esportivas. A PixStar agiria como um ardil para sustentar a alegação de que as apostas ocorriam fora do Brasil antes da regulamentação local.
Nelson Wilians foi um dos dezessete alvos de buscas e apreensões da Operação Arena, autorizada pela Justiça Federal da Paraíba. A operação determinou a quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão. O principal alvo é a PixBet, empresa da Paraíba.
A defesa do advogado afirmou que a relação com a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia. O representante do escritório disse que a atuação limita-se ao exercício regular da advocacia, sem se confundir com as atividades empresariais dos clientes.


