A Espanha possui uma das maiores estruturas de combate a incêndios florestais da Europa, com mais meios aéreos que Itália, Portugal e França juntos. Contudo, o sistema apresenta falhas na distribuição de recursos entre as comunidades autônomas.
A gestão dos focos de incêndio não depende apenas de aeronaves ou bombeiros, mas também da alocação de pessoal e equipamentos. Dados coletados neste verão indicam que as regiões com maior número de pessoal de extinção por hectare florestal em 2026 são Madrid e Canárias. Em contrapartida, Extremadura e Aragão registram menor proporção de efetivo.
No que tange aos meios aéreos, as Ilhas Baleares e Canárias apresentam a maior proporção de aeronaves próprias por superfície florestal. Aragão e La Rioja figuram entre as comunidades com menor disponibilidade aérea, segundo os dados.
Para enfrentar os incêndios de grande escala, especialistas apontam a necessidade de melhor gestão dos montes e planos de autoproteção em municípios vulneráveis. Também é essencial aumentar os recursos e o treinamento dos bombeiros que atuam diretamente no combate às emergências.


