Pesquisadores de segurança detectaram uma campanha ClickFix que mira profissionais de cibersegurança. Os criminosos usam convites falsos de conferências para enganar vítimas e instalar o malware infostealer AMOS em computadores.
O ataque visa pessoas que participaram ou frequentam eventos como Black Hat e DEF CON. Os invasores iniciam o contato na rede social X, usando perfis falsos para interagir com os participantes desses encontros. Após criar um relacionamento, eles propõem uma conferência própria e enviam um arquivo do Google Docs com mais informações.
Este documento possui uma barra lateral vertical, apresentada como recurso de segurança. A vítima recebe um código de descriptografia, mas ao falhar, é orientada a abrir o Terminal e colar um trecho de código. Este é o método ClickFix, que resulta no download e execução do AMOS, um infostealer conhecido por roubar dados de navegadores, senhas e informações de carteiras de criptomoedas.
A operação não termina com a instalação do software. Caso a vítima não execute o infostealer, o agressor envia outro documento, simulando ser para o Dropbox e funcionando apenas com o aplicativo de desktop. O botão de download redireciona, em ambos os casos, para o malware.
A equipe de segurança aconselha quem interagiu com o golpe a isolar imediatamente o sistema da rede e redefinir credenciais. Os pesquisadores orientam que se assuma que as senhas foram comprometidas, exigindo a revogação de sessões ativas e a revisão de carteiras de criptomoedas.

