A campanha militar dos Estados Unidos na América Latina, iniciada há um ano com ataques a supostas embarcações de narcotráfico, entra em uma nova fase. A operação aérea e naval no Mar Caribe ameaça agora se expandir, servindo como base para ampliar a presença militar de Washington na região.
As ações tiveram início no dia 2 de setembro do ano passado. Na ocasião, uma lancha rápida vinda da Venezuela, com 11 pessoas a bordo, foi atingida por um míssil. Nove dos ocupantes morreram imediatamente após o impacto.
Dois sobreviventes permaneceram agarrados aos destroços da embarcação. Cerca de 45 minutos depois, um segundo projétil lançado do ar atingiu os náufragos, resultando na morte dos dois últimos ocupantes.
A ofensiva marca a primeira campanha militar estadunidense na América Latina em décadas. O uso de armamento pesado contra lanchas rápidas estabeleceu o ritmo da operação naval e aérea no Caribe.
A apuração indica que a estratégia agora caminha para se tornar a ponta de lança de uma rede militar mais abrangente. A tendência é que os tentáculos de Washington se estendam por outras áreas da região.


